Fontes e critérios
O que conta como fonte aqui, como lemos cada tipo de registro e como tratamos tradições que ainda estão vivas.
Hierarquia de fontes
- Estudos acadêmicos de folclore, antropologia, história e estudos religiosos, de preferência com revisão por pares ou publicados por editoras universitárias.
- Coletâneas e registros históricos de folcloristas, viajantes e religiosos (por exemplo, coletas dos séculos XVIII a XX), lidos com atenção ao olhar de quem registrou.
- Textos antigos e religiosos (crônicas, poemas, livros sagrados), citados como fontes de uma tradição e não como prova de que o ser existiu.
- Obras de referência e dicionários especializados, como o Dicionário do Folclore Brasileiro, de Câmara Cascudo.
Sites coletivos e conteúdo sem autoria só servem como ponto de partida; nenhuma afirmação depende apenas deles.
Como lemos um registro
Um relato registrado em 1890 não é necessariamente um relato de 1890. Pode refletir uma tradição bem mais antiga, ou ter sido moldado pelo coletor, pelo tradutor ou pelo contexto colonial em que foi anotado. Por isso as páginas distinguem registro antigo, coleta tardia e reelaboração literária, e apontam quando as fontes divergem.
As três camadas de cada página
- Tradição folclórica: o que as fontes de origem dizem. É a base da página.
- Interpretações modernas: leituras acadêmicas, revivalismo, usos ecológicos ou identitários. Rotuladas como modernas.
- Cultura popular: livros, filmes, jogos, animações. São representações de autores e estúdios; não entram na descrição tradicional.
Tradições vivas e conhecimentos restritos
Alguns seres descritos aqui fazem parte de religiões e práticas atuais, entre elas tradições indígenas, afro-diaspóricas, islâmicas e xintoístas, ou de saberes que certas comunidades preferem não divulgar. Nesses casos, tratamos somente do que está publicado em nível geral, evitamos detalhes de rituais ou conhecimentos restritos e sinalizamos o limite do nosso texto.
Nomes, grafias e idiomas
Usamos a forma mais comum em português e registramos nomes alternativos e originais quando conhecidos. Grafias variam entre fontes; quando há divergência relevante, ela é indicada na página.
O que não fazemos
- Não inventamos lendas, genealogias, poderes ou “atributos” para completar uma página.
- Não atribuímos a uma cultura traços vindos da fantasia moderna.
- Não tratamos uma tradição como versão “menor” ou “derivada” de outra.
- Não apresentamos o ser como realidade comprovada.
Leituras de referência geral
Cada página traz a própria lista de leituras. Para uma visão geral, veja também a linha do tempo dos registros e as comparações entre culturas.