Boitatá
Serpente de fogo do folclore brasileiro, de origem tupi, ligada à luz que corre pelos campos à noite e, em muitas versões, guardiã das matas contra quem as incendeia.
A área reúne tradições brasileiras de matriz tupi e popular, as de povos algonquianos da América do Norte, relatos latino-americanos de origem hispânica e a tradição nahua da Mesoamérica. O recorte é editorial: são histórias formadas em contextos muito diferentes, e muitas incorporam camadas indígenas, africanas e europeias.
Os registros mais antigos costumam ser de missionários, cronistas e viajantes europeus, o que exige leitura crítica: quem escreveu nem sempre pertencia às comunidades descritas. Coletas posteriores e estudos de folcloristas e antropólogos complementam o quadro.
Serpente de fogo do folclore brasileiro, de origem tupi, ligada à luz que corre pelos campos à noite e, em muitas versões, guardiã das matas contra quem as incendeia.
Guardião das matas e da caça no folclore brasileiro, de pés virados para trás e cabelos vermelhos, que desorienta quem agride a floresta.
Mulher-sereia dos rios brasileiros, cujo canto atrai homens para o fundo das águas. A Iara que conhecemos é em boa parte uma construção literária do século XIX.
Fantasma de uma mulher que chora à beira da água à procura dos filhos que matou, figura central do folclore mexicano e hispano-americano e usada para alertar crianças.
Divindade nahua da Mesoamérica, a Serpente Emplumada, ligada ao vento, à criação dos humanos e ao saber, e também nome de um sacerdote-rei lendário de Tollan.
Moleque travesso de uma perna só, carapuça vermelha e cachimbo, que aparece em redemoinhos. A figura consolidada é do século XX, com origens tupi, africana e europeia discutidas.
Ser das tradições de povos algonquianos como ojíbuas e crees, ligado ao inverno, à fome e ao canibalismo, que funciona como alerta moral sobre a escassez e a partilha.