Apsara
Seres celestes femininos da tradição indiana, dançarinas e músicas da corte de Indra, também retratadas em templos budistas e hindus do Sudeste Asiático.
A área agrupa, por conveniência editorial, tradições japonesas, chinesas, coreanas e do sul e sudeste asiáticos. A “Ásia” aqui não é um bloco cultural: são línguas, religiões e histórias literárias muito diversas, e os agrupamentos refletem apenas os seres disponíveis neste acervo.
Boa parte do que se conhece de espíritos e criaturas dessas regiões passa por textos escritos, como coletâneas de contos, crônicas budistas e compilações de lendas, em diálogo com o folclore oral. Em vários casos, práticas religiosas continuam vivas, e isso exige cuidado de tom.
Seres celestes femininos da tradição indiana, dançarinas e músicas da corte de Indra, também retratadas em templos budistas e hindus do Sudeste Asiático.
Ser travesso do folclore coreano, nascido muitas vezes de objetos velhos. Gosta de lutas e brincadeiras, prega peças e, com sorte, recompensa os humildes.
Raposa que, pela idade ou pela disciplina, ganha poderes e forma humana. Na literatura chinesa ela é amante, amiga, ameaça ou presságio, conforme a história.
Criatura aquática do folclore japonês, o kappa tem um prato com água na cabeça, gosta de pepinos e de lutar sumô, e é acusado de afogar pessoas e animais.
Raposa dotada de poderes sobrenaturais no folclore japonês, a kitsune muda de forma, engana e seduz, mas também surge como mensageira da divindade Inari e esposa fiel em muitos relatos.
Presença que habita árvores antigas na tradição japonesa e que também dá nome ao eco das montanhas. Derrubar a árvore errada, dizem as lendas, traz consequências.
Raposa de nove caudas dos contos coreanos, que assume forma de mulher bela para enganar e, em muitas versões, devorar homens. Algumas histórias lhe dão final trágico.
Criatura composta ligada à chuva, às águas e ao poder legítimo. O lóng chinês não é o monstro a ser vencido do Ocidente, e sim uma força que rege as águas.
Seres-serpente das tradições hindu e budista, guardiões de águas e tesouros. Podem proteger ou punir, e dão origem a mitos de fundação no Sudeste Asiático.
Seres das montanhas japonesas, os tengu ora aparecem como demônios orgulhosos que perturbam o budismo, ora como guardiões dos montes e mestres de artes marciais.
Espírito feminino das nevascas no folclore japonês, a yuki-onna surge pálida em noites de tempestade e congela viajantes, embora algumas versões a mostrem poupando ou amando um homem.