Álfar
Seres sobrenaturais da religião e do folclore nórdicos, ligados à fertilidade, aos ancestrais e ao poder de curar e de ferir, bem distintos dos elfos da fantasia moderna.
Esta área reúne, por recorte editorial, tradições europeias muito diferentes entre si: as gaélicas da Irlanda e da Escócia, as britânicas, a literatura francesa medieval, as eslavas, as escandinavas e germânicas e figuras de circulação mais ampla, como o dragão. Os agrupamentos servem à navegação do site, e não correspondem a fronteiras culturais nítidas.
O material que chegou até nós vem de fontes bastante variadas: textos medievais, coletas de folcloristas dos séculos XIX e XX, literatura de corte e relatos orais. Em cada página procuramos distinguir o que é registro antigo, o que é coleta tardia e o que é reelaboração moderna.
Seres sobrenaturais da religião e do folclore nórdicos, ligados à fertilidade, aos ancestrais e ao poder de curar e de ferir, bem distintos dos elfos da fantasia moderna.
Povo sobrenatural da tradição gaélica que habita montículos, fortes antigos e colinas, vizinho poderoso dos humanos, que convém respeitar e nunca ofender.
Figura dos contos de fadas eslavos, Baba Yaga é uma velha que vive numa cabana sobre pés de galinha no coração da floresta, podendo devorar o herói ou ajudá-lo.
Figura feminina da tradição gaélica cujo lamento, ouvido à noite, anuncia a morte de alguém de uma família. Nas lendas, não mata: avisa e chora.
Espírito doméstico das Terras Baixas escocesas e do norte da Inglaterra que realiza trabalhos à noite em troca de comida simples e vai embora se for ofendido.
Crença europeia de que o povo feérico trocava um bebê humano por um substituto. A tradição serviu para explicar doenças, deficiências e também para justificar violência.
Espírito doméstico das tradições eslavas, o domovoi vive atrás do fogão ou sob a soleira e zela pela casa e por seus animais, desde que seja tratado com respeito.
Serpente monstruosa das tradições europeias, guardiã de tesouros, rios e cidades, vencida por heróis e santos; a imagem do dragão que cospe fogo se consolida na Idade Média.
Espírito aquático escocês em forma de cavalo, que atrai viajantes ao dorso, prende-os e os arrasta para as águas. Só um arreio especial o domina.
Pequeno ser solitário do folclore irlandês, retratado como sapateiro matreiro que guarda um tesouro e escapa de quem o captura.
Senhor da floresta no folclore eslavo oriental, o leshy guarda animais e árvores, desorienta viajantes e muda de tamanho e forma conforme a ocasião.
Mulher-fada da França medieval que casa com um nobre sob a condição de que ele nunca a veja aos sábados. Quando a promessa se rompe, revela a metade serpente e parte.
Pequeno ser travesso do folclore da Cornualha e de Devon, que faz viajantes se perderem à noite e dança em círculos nos campos.
Nas crenças eslavas orientais, a rusalka é o espírito de uma jovem morta de modo violento ou antes do tempo, associada a rios, lagos e campos, que volta à terra na semana das rusálias.
Seres do mar que, nas tradições das ilhas do norte, vivem como focas e ganham forma humana ao tirar a pele, num ciclo de amor, captura e perda.
Nas tradições escandinavas, trolls são seres ligados a montanhas, grutas e florestas, de contornos variáveis: de gigantes brutos a povos escondidos nas colinas.