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Seres sobrenaturais da religião e do folclore nórdicos, ligados à fertilidade, aos ancestrais e ao poder de curar e de ferir, bem distintos dos elfos da fantasia moderna.
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Seres sobrenaturais da religião e do folclore nórdicos, ligados à fertilidade, aos ancestrais e ao poder de curar e de ferir, bem distintos dos elfos da fantasia moderna.
Aranha trapaceira das histórias dos povos akan de Gana, que levou o saber e as narrativas ao mundo e atravessou o Atlântico com os africanos escravizados.
Povo sobrenatural da tradição gaélica que habita montículos, fortes antigos e colinas, vizinho poderoso dos humanos, que convém respeitar e nunca ofender.
Seres celestes femininos da tradição indiana, dançarinas e músicas da corte de Indra, também retratadas em templos budistas e hindus do Sudeste Asiático.
Figura dos contos de fadas eslavos, Baba Yaga é uma velha que vive numa cabana sobre pés de galinha no coração da floresta, podendo devorar o herói ou ajudá-lo.
Figura feminina da tradição gaélica cujo lamento, ouvido à noite, anuncia a morte de alguém de uma família. Nas lendas, não mata: avisa e chora.
Serpente de fogo do folclore brasileiro, de origem tupi, ligada à luz que corre pelos campos à noite e, em muitas versões, guardiã das matas contra quem as incendeia.
Espírito doméstico das Terras Baixas escocesas e do norte da Inglaterra que realiza trabalhos à noite em troca de comida simples e vai embora se for ofendido.
Crença europeia de que o povo feérico trocava um bebê humano por um substituto. A tradição serviu para explicar doenças, deficiências e também para justificar violência.
Guardião das matas e da caça no folclore brasileiro, de pés virados para trás e cabelos vermelhos, que desorienta quem agride a floresta.
Ser travesso do folclore coreano, nascido muitas vezes de objetos velhos. Gosta de lutas e brincadeiras, prega peças e, com sorte, recompensa os humildes.
Espírito doméstico das tradições eslavas, o domovoi vive atrás do fogão ou sob a soleira e zela pela casa e por seus animais, desde que seja tratado com respeito.
Serpente monstruosa das tradições europeias, guardiã de tesouros, rios e cidades, vencida por heróis e santos; a imagem do dragão que cospe fogo se consolida na Idade Média.
Raposa que, pela idade ou pela disciplina, ganha poderes e forma humana. Na literatura chinesa ela é amante, amiga, ameaça ou presságio, conforme a história.
Mulher-sereia dos rios brasileiros, cujo canto atrai homens para o fundo das águas. A Iara que conhecemos é em boa parte uma construção literária do século XIX.
Seres invisíveis criados de fogo sem fumaça, segundo o Alcorão, dotados de livre-arbítrio como os humanos; presentes também no folclore árabe e nas Mil e Uma Noites.
Criatura aquática do folclore japonês, o kappa tem um prato com água na cabeça, gosta de pepinos e de lutar sumô, e é acusado de afogar pessoas e animais.
Espírito aquático escocês em forma de cavalo, que atrai viajantes ao dorso, prende-os e os arrasta para as águas. Só um arreio especial o domina.
Raposa dotada de poderes sobrenaturais no folclore japonês, a kitsune muda de forma, engana e seduz, mas também surge como mensageira da divindade Inari e esposa fiel em muitos relatos.
Presença que habita árvores antigas na tradição japonesa e que também dá nome ao eco das montanhas. Derrubar a árvore errada, dizem as lendas, traz consequências.
Raposa de nove caudas dos contos coreanos, que assume forma de mulher bela para enganar e, em muitas versões, devorar homens. Algumas histórias lhe dão final trágico.
Fantasma de uma mulher que chora à beira da água à procura dos filhos que matou, figura central do folclore mexicano e hispano-americano e usada para alertar crianças.
Pequeno ser solitário do folclore irlandês, retratado como sapateiro matreiro que guarda um tesouro e escapa de quem o captura.
Senhor da floresta no folclore eslavo oriental, o leshy guarda animais e árvores, desorienta viajantes e muda de tamanho e forma conforme a ocasião.
Criatura composta ligada à chuva, às águas e ao poder legítimo. O lóng chinês não é o monstro a ser vencido do Ocidente, e sim uma força que rege as águas.
Espírito das águas venerado em vastas áreas da África Ocidental e Central e na diáspora, ligado à riqueza, à beleza e à cura, mas capaz de punir quem a ofende.
Mulher-fada da França medieval que casa com um nobre sob a condição de que ele nunca a veja aos sábados. Quando a promessa se rompe, revela a metade serpente e parte.
Seres-serpente das tradições hindu e budista, guardiões de águas e tesouros. Podem proteger ou punir, e dão origem a mitos de fundação no Sudeste Asiático.
Pequeno ser travesso do folclore da Cornualha e de Devon, que faz viajantes se perderem à noite e dança em círculos nos campos.
Divindade nahua da Mesoamérica, a Serpente Emplumada, ligada ao vento, à criação dos humanos e ao saber, e também nome de um sacerdote-rei lendário de Tollan.
Nas crenças eslavas orientais, a rusalka é o espírito de uma jovem morta de modo violento ou antes do tempo, associada a rios, lagos e campos, que volta à terra na semana das rusálias.
Moleque travesso de uma perna só, carapuça vermelha e cachimbo, que aparece em redemoinhos. A figura consolidada é do século XX, com origens tupi, africana e europeia discutidas.
Seres do mar que, nas tradições das ilhas do norte, vivem como focas e ganham forma humana ao tirar a pele, num ciclo de amor, captura e perda.
Nome genérico dado por antropólogos a seres-serpente ligados à água, à chuva e à criação da paisagem em muitas tradições dos povos aborígenes australianos, cada qual com nome e histórias próprios.
Seres das tradições māori ligados a rios, mares e cavernas, às vezes guardiões de um povo e de um lugar, às vezes ameaças, e ainda presentes na cultura contemporânea de Aotearoa.
Seres das montanhas japonesas, os tengu ora aparecem como demônios orgulhosos que perturbam o budismo, ora como guardiões dos montes e mestres de artes marciais.
Ser malévolo do folclore zulu e xhosa, pequeno e ligado à água e à feitiçaria, cuja crença persiste na vida cotidiana de partes da África do Sul.
Nas tradições escandinavas, trolls são seres ligados a montanhas, grutas e florestas, de contornos variáveis: de gigantes brutos a povos escondidos nas colinas.
Ser das tradições de povos algonquianos como ojíbuas e crees, ligado ao inverno, à fome e ao canibalismo, que funciona como alerta moral sobre a escassez e a partilha.
Espírito feminino das nevascas no folclore japonês, a yuki-onna surge pálida em noites de tempestade e congela viajantes, embora algumas versões a mostrem poupando ou amando um homem.
Nenhuma criatura com essa combinação.
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